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Dos estágios

Notícias como esta deixam-me a pensar que realmente as pessoas só vêm um boi quando eles está mesmo em cima delas. Não que não seja lamentável existirem situações destas, porque é. Mas parece-me redundante aparecerem agora "n" notícias relativas a uma situação que se arrasta há anos e anos e que sempre esteve à vista de todos.

 

Há meia dúzia de profissões - advogados, arquitetos, engenheiros e psicólogos - em que só se recebe o título profissional se se fizer um estágio e às vezes prova para depois pertencer a uma Ordem Profissional. Ora as empresas desssa áreas aproveitam-se desse fato para terem mão de obra grátis a suportar todo o trabalho gerado, raramente se dando ao trabalho de contratarem profissionais com experiência porque obviamente não lhe compensa. Porque hão-de gastar dinheiro num ordenado para um arquiteto com cinco anos de experiência quando podem ter dois ou três estagiários de graça? Isto só para falar da realidade que eu conheço. Se passarem os olhos pelos anúncios de emprego os anúncios respeitantes a "estágios de acesso à ordem profissional" são o pão nosso de cada dia, acompanhados nos últimos anos de perto pelos "estágios elegíveis para o IEFP".

 

Ainda sou do tempo em que fui remunerada pelo meu estágio. Nem sequer chegava ao ordenado mínimo mas numa altura em que se começava a ter dificuldade em fazer um estágio remunerado, dei-me por satisfeita. Hoje em dia a realidade é completamente diferente e do meu ponto de vista a "crise" tem as costas largas e serviu de desculpa para todo um conjunto de medidas que só deram azo a um cada vez maior abuso dos trabalhadores pelas empresas.

 

Mas o que mais me deixa furibunda é que as ordens - que deviam defender um igual acesso e para as quais pagamos quotas - fecham os olhos a estes abusos e mandato atrás de mandato a situação permanece a mesma. Antes de mais deveriam ser proibidos os estágios não remunerados. Depois, não devia ser permitido ter um estagiário a trabalhar um ano de graça ( para o tal acesso às ordens), propor-lhe estágio profissional e despachá-lo de seguida, passando ao próximo que vai repetir o ciclo. Portanto ler coisas como esta...

 

"Na terça-feira, a secção regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OASRS) considerou "inaceitável" a existência de irregularidades nos estágios profissionais. Embora não tenha conhecimento, até à data, de casos concretos de eventuais fraudes ou abusos praticados nos estágios profissionais, apela a todos os que se deparem com situações que configurem um desvio ao cumprimento das regras definidas para que façam chegar a sua queixa aos serviços respectivos, para que todas as diligências necessárias sejam tomadas pelas entidades competentes."

 

Dá-me vontade de rir (para não chorar).

 

xoxo

marta

 

O meu profissionalismo e o dos outros

Depois do stress causado pelas falhas de terceiros de que falei aqui acabei eu a fazer o trabalho dos outros. Ou era isso e ter as coisas prontas para me poder dedicar à festa de anos da mais nova ou protelar e correr o risco de chegar ao dia da entrega dos projetos e andar a tapar buracos nas últimas horas.

 

E esta situação toda pôs-me a pensar numa coisa que um cliente me disse há tempos. Não há falta de trabalho mas sim falta de pessoas competentes. E efetivamente se há coisa para a qual esta crise serviu foi para separar o trigo do joio.  Quem continuou a procurar trabalho, se adaptou, se modernizou e sobretudo soube fidelizar clientes, consegue agora ver os frutos desse esforço. Quem se deixou andar... passou à história. Não é que eu seja o supra-sumo da arquitetura mas caramba! Sou organizada, elaboro planos para conseguir cumprir os timings e sobretudo, sou realista. Não vou dizer que sim a 20 clientes ao mesmo tempo porque depois não consigo dar resposta a todos. Há que saber distribuir o trabalho e não aceitar tudo à toa. Ainda esta semana disse a um cliente que só podia aceitar o trabalho se pegasse nele apenas para a semana. Sim, corro o risco de as pessoas irem bater a outra porta mas até hoje sempre correu bem e até acho que os clientes encaram essa advertência como sinónimo de seriedade e profissionalismo.

 

Eu começo agora a ter retorno de anos anteriores e espero continuar a aumentar a carteira de clientes. A construção também tem visto algumas melhorias em termos de aumento de trabalho e isso é promissor. Nota-se também que as pessoas têm mais dinheiro em mãos e que querem investir no imobiliário, seja para uso próprio ou para alugar. Fazem mais obras e também estão mais informados sobre o papel do arquiteto, muito mais que há uns anos atrás. Juntamente com o boom do turismo surgiu também a especulação e agora qualquer pessoa quer investir em alojamento local e afins. Onde isto vai parar não sei mas que é bom para os arquitetos é. Os problemas que vislumbro no futuro incidem sobretudo com a desertificação dos centros históricos, porque se agora há imenso movimento relacionado com o turismo, tal não é certo daqui a uma década. Ora se para alojamento turistico se aposta sobretudo em T0 e T1, passando a moda ficaremos com tipologias demasiado pequenas para chamar as famílias para o centro.

 

E se há coisa que os promotores imobiliários que apostam no turismo têm em comum é a pressa. Quando compram ou arrendam para investir, querem começar logo a rentabilizar e quando há lugar a projeto as coisas ainda demoram. E infelizmente, as burocracias são tantas que desencorajam até os mais audazes. Ora vejam este disparate de projetos relativos ao centro histórico do Porto terem de ir a Lisboa para serem apreciados. Onde anda o simplex? Curiosamente, passados uns dias da notícia lá vieram garantir que os projetos iam passar a ser apreciados no Porto mas sei de fonte segura que tal ainda não está em vigor nem se sabe quando estará. As coisas não andam para a frente e é uma frustração.

 

E chego agora ao início deste post. Os técnicos - arquiteta, equipe de engenharia e outros intervenientes - sabem que o cliente tem pressa e precisa de cumprir prazos para poder candidatar-se a financiamentos. A maior parte da equipa coordena-se mas uma parte continua a leste e demora semana e meia a dar informações necessárias às outras partes. Para cúmulo, quando envia a informação é às três pancadas e incompleta. É a gozar, só pode. A gozar com quem leva o trabalho a sério e a gozar com o cliente. Não compreendo este método de trabalho (?!) e nem sei onde vai parar.

 

A entrega dos projetos é na quarta, aguardam-se cenas de próximos episódios. Também têm destes empatas na vossa vida?

 

xoxo

cindy

 

Feita num 8

Aqui a vossa Cindy está completamente de rastos graças a uma tendinite que se arrasta desde 2ª feira.

 

Começou com uma dor junto ao pescoço, alastru pelo ombro e agora vai pelo braço fora. Claro que eu sei a causa - as milhentas horas em frente ao pc a despachar o imenso trabalho que tenho tido nas últimas semanas e que me fazem usar o rato e teclado que nem uma doida. A postura nem sempre é das melhores e isso também ajuda. Eu devia parar por completo por uns dias mas não posso mesmo dar-me a esse luxo.

 

Portanto, estou para aqui a passo de caracol, a tomar antinflamatório e a colocar gelo a ver se melhora. E como tenho um trabalho para entregar amanhã e ninguém me pode ajudar nesse belo programa que é o autocad, não há grande coisa a fazer senão aguentar.

 

Eu sei que estão à espera do sorteio do Pai Natal Secreto mas tenham paciência ok?

 

xoxo

cindy

Finalmente!

Finalmente entreguei O projeto! Assim mesmo com O maiúsculo porque é mesmo O projeto que mais trabalho me deu nos últimos tempos, ao ponto de me tirar o sono.

 

Uma coisa é certa - continuo a acreditar piamente que o mundo seria melhor se nos regessemos pela velha máxima "cada macaco no seu galho". Nesta caso, entregue-se a arquitetura aos arquitetos e a engenharia aos engenheiros, sem que este últimos resolvam achar que fazem o mesmo que os primeiros e depois metam os pés pelas mãos. Acreditem que depois as dores de cabeça são a dobrar quando vem o chato do arquiteto, neste caso arquiteta, constatar que tem tudo de ser refeito. Nem me passa pela cabeça andar a fazer projetos de especialidade por isso agradeço que também não se sintam tentados a fazer projetos de arquitetura, ainda por cima de execução. Mesmo para quem gosta de fazer projetos de execução - e é o meu caso - foi um suplício todo este processo em que estavam constantemente a serem feitas alterações e cada vez mais aumentava a lista de coisas a fazer. Ea verdade é que projetos de reabilitação sao sempre mais complicados e morosos do que um projeto que parte de uma tábua rasa. Há que respeitar o existente - pelo menos eu assim faço - e tentar casá-lo com a traça comtemporânea.

 

Mas enfim, dificuldades ultrapassadas (espero eu) e tuttti pronti da minha parte (assim o espero). Agora é esperar pela obra e depois mostro aqui o resultado. Diga-se de passagem que gosto muito deste meu cliente, foi um dos que ficou comigo quando saí do gabinete onde estava antes da Pinypon nascer e é sempre um prazer trabalhar com ele porque acima de tudo é uma pessoa correta! E infelizmente já são poucos assim.

 

E agora vou-me dedicar aos outros dois que tenho em mãos!

 

xoxo

cindy

Boa semana!

Que fim de semana!!! Deu para passear, ir aos carrósseis, passar pelos saldos, estar com a  família, amigos e ir aproveitar o sol para o parque! Acabei a semana passada com a cabeça em água com tanta coisa em suspenso e a ter de estar resolvida esta semana mas a verdade é que tinha mesmo que espairecer para conseguir deitar as mãos à obra!

 

Ansiosa que saiam os resultados das matrículas na rede pública para ver se houve vaga ou não para a pequenita. Isto dava tema para post ultra longo e contestatário mas não me apetece. É o que temos e pronto.

 

E hoje começa tudo outra vez! Boa semana para todos!

 

xoxo

cindy

Calma precisa-se!

Acho que preciso de aprender a ter (mais) calma e a relativizar. A deixar de me importar com o que não tem remédio e a saber escolher as lutas. Porque infelizmente nem toda a gente é tão séria e dedicada como eu e custa-me ter de levar com esses trambolhos em cima (salvo seja!).

 

Ontem tive de me insurgir com um "cliente" que me ligou aos berros e se há coisa que não admito é que me faltem ao respeito nem aturo desaforos quando as pessoas não têm razão nenhuma. Estou ciente do meu trabalho e do modo ético como o conduzo e portanto, senhores maluquinhos podem ir pregar para outra freguesia. Claro que o senhor lá pediu desculpas pela berraria mas foi o suficiente para me sentir stressada para o resto do dia. E depois ainda temos os indecisos que num momento ligam a dizer "é para avançar" e no seguinte afinal querem aguardar.

 

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Já era tempo de terem mais respeito pelo trabalho dos outros, ok?

 

xoxo

cindy

De fugida!

Muito trabalho e pouco tempo para passar por aqui...

 

Tantas coisas para resolver e tantos telefonemas que sou por mim a desejar que o telemóvel não tivesse sido inventado! Por outro lado, os e-mails dão muito, muito jeito. É assim que gosto de trabalhar, e-mail para lá, e-mail para cá e assim fica tudo escrito e não se perde tempo ao telefone. Sobretudo quando os intervenientes são muitossssssssssssssssssssssssss!!! E são na sua maioria homens que simplesmente não entendem à primeira... Tendo em conta que estão duas mulheres ao comando - eu e outra - a coisa acelera mas há quem fique para trás! É mais ou menos isto!

 

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 xoxo

cindy

Em jeito de desabafo

Eu hoje nem ia passar por aqui mas tenho MESMO de desabafar...

 

Às vezes ser-se freelancer é muito ingrato. Sem falar da instabilidade em termos remuneratórios, às vezes geram-se confusões e complicações quando os clientes, ingenuamente ou propositadamente, não respeitam os limites do que foi contratualizado. Mais uma coisinha ali, mais um problema acolá e quando vamos a ver o trabalho já ultrapassou em muito o combinado e expectável. Para evitar situações dessas, nada como ter tudo direitinho no contrato, de modo a depois não haver mal-entendidos.

 

Mesmo assim, há quem ache que se trabalha de borla. E infelizmente, é o pão nosso de cada dia. Viram o apelo da Rita Ferro Rodrigues a semana passada na Maria Capaz? Ah, não temos dinheiro mas gostávamos muito que um designer nos fizesse x,y e z e depois publicitamos aqui na plataforma. Uma vergonha, ainda para mais porque supostamente a Maria Capaz é defensora dos direitos de igualdade das mulheres. Mas deve ser só no papel, ou melhor na internet. Não há neste país qualquer tipo de respeito pelo trabalho dos criativos.

 

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xoxo

cindy

Dias assim

O dia de ontem foi simplesmente desgastante. Eu até sou uma pessoa positiva mas há dias que acabam com qualquer otimismo...

 

Pensei que tinha adjudicado uma obra, afinal a empresa de construção não aceitou o método de pagamento da empresa cliente e fiquei a ver navios. Eu sei que cada empresa tem as suas poíticas mas também acho que quem tem um negócio não se deve dar ao luxo de ser intransigente. Claro que fiquei de rastos... Sei que foi uma coisa entre cliente e empresa mas eu é que andei a "perder" tempo com um processo que depois não deu em nada, não por falta de liquidez mas por incompatibilidade. Ainda por cima, seria uma boa parceria para o futuro. Para cúmulo, a outra visita a uma obra que tinha agendada para o final do dia e que me tinha obrigado a cancelar a consulta de dentista... foi desmarcada!

 

Entretanto, vou ligar o portátil e sinto um cheiro a queimado... reparo que não está a carregar e que o transformador está a fazer curo-circuito. Lembram-se disto? Pois na altura acabei por comprar um universal na Fnac que pelos vistos não durou muito... 10 meses? Já que estava com a neura resolvi ir ao serviço pós-venda da Fnac e como sempre são super atenciosos e prestáveis (ler em modo irónico sff). A &%$"# do transformador vai para "arranjar" e eu vou esperar 30 dias sem poder ligar o portátil. Para cúmulo, mesmo que eu comprasse outro entretanto, caso se viesse a comprovar que o entregue não tinha arranjo, era trocado por um igual... Nem podia escolher marca ou pagar mais, ou até receber em vale, já que tinha comprado outro. Olhem, é para esquecer. Na Fnac só compro livros e por este andar, nem isso! É que depois de coisas destas, não há quem consiga confiar na marca. E isso lembra-me agora que nem vos contei como esse filme acabou... Só vos posso dizer que acabou mal, muito mal.

 

Só espero que hoje o dia corra melhor porque senão acho que me dá uma coisinha má...

 

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xoxo

cindy

Busy, busy, busy

Esta semana vai ser uma correria por isso não estranhem se eu andar meia fugida... O fim de semana foi super preenchido, com trabalho à mistura e muitos programas giros, mas fiquei com aquela sensação de zero descanso! Tempo para preguiçar foi nulo, sábado levantei-me com as galinhas para visitar um cliente e uma obra pela manhã... mas há alturas assim!

 

Como diz o ditado, não há miséria que não dê em fartura! Com a chegada do bom tempo começam a chegar pedidos para obras de remodelação e é um vê se te avias para conseguir conciliar os horários de todos com o babysitting à Pinypon... É ver-me stressada para garantir que consigo dar uma boa resposta aos clientes e ao mesmo tempo deixar a minha pequenota bem entregue. Isto obriga-me a um ritmo e a uma ginástica que se eu deixar me deixam com os cabelos em pé mas tenho de tentar levar as coisas com calma... Entro em modo multitasking e pronto. Mas ontem de manhã senti-me à beira de explodir, tal a minha dificuldade em conseguir encaixar tudo direitinho na agenda. Tive de desmarcar uma consulta, deixar de ir a uma conferência, fazer mil e um telefonemas de modo a conseguir arranjar o melhor esquema temporal... que servisse a todos!

 

Continuo a dizer que a dificuldade não é ser uma stay at home mom, nãooooooooooo!!! Isso é canja, atrevo-me a dizer. O difícil é mesmo ser uma stay and work at home mom, em que além de cuidar dos filhotes também trabalhamos em casa. Gostava mesmo que quem acha que é vida de dondoca experimentasse durante uma semana e depois me dissesse o resultado. Mas isso é outro assunto.

 

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Boa semana!

 

xoxo

cindy

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