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Do fim de semana e da calamidade

Eu achava que estava habituada às temperaturas altas mas estas mini-férias pela vila deixaram-me KO. Durante o dia, termómetro sempre acima dos 40º ( à sombra!) e à noite a rondar os 30º... Janelas e portadas fechadas de dia para afastar o calor e tudo escancarado de noite, mas a verdade é que nem uma aragem corria e por isso não era grande o "refrescamento". Fartei-me de pensar que vinha aí trovoada seca. Quem já assistiu a uma sabe o quanto assustador pode ser, parece que o céu nos vai cair em cima e acreditem que eu não tenho medo das trovoadas, mas no meio dos montes é qualquer coisa de tenebroso.

 

Foram dias bem passados, apesar do calor, mas não me parece correto estar a postar fotos do nosso fim de semana despreocupado depois da tragédia de ontem em Pedrógão Grande. Não consigo imaginar a aflição das vítimas, dos familiares, dos bombeiros, de todos os envolvidos naquilo que deve ter parecido o inferno na terra. Infelizmente, já passei pela aflição de ter fogo literalmente à porta de casa e efetivamente é indescritível e imprevisível.

 

Sem palavras...

 

xoxo

Marta

 

Do calor

Acho que este ano ninguém se pode queixar de o verão não estar a ser quente, certo? Até quente de mais, dirão alguns.

 

Eu estou habituada a estas temperaturas elevadas porque passando os verões na Beira Alta desde pequena, não há como não nos habituarmos a temperaturas que rapidamente chegam aos 40º. Mas digo-vos que 40º em Vila Nova de Foz Côa são bem diferentes dos 40º que o carro marcava na segunda-feira aqui no Porto e que me fizeram passar o dia a pensar que ia cair para o lado com tanto calor e com as tensões baixas.

 

Mas o pior são mesmo os incêndios que assolam o país e que têm tornado o ar irrespirável. Na segunda, nem o sol se via no meio do fumo, chegaram mesmo a chover cinzas. E no meio desta calamidade toda só posso pensar nos bombeiros que combatem os fogos por horas, dias seguidos e dos quais a maior parte de nós só se lembra nestas circunstâncias.

 

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Um bem-haja a todos.

 

marta

 

 

 

 

Dos incêndios

E numa altura em que se multiplicam os incêndios pelo país fora conto-vos que também vivi essa realidade de bem perto estas férias. Ao longo dos nossos passeios fomos sempre vendo colunas de fumo mais ou menos longe, houve dias em que se sentia um forte cheiro a queimado e que se ouviam as sirenes dos bombeiros quando passavam.

 

Já mais para o fim da nossa estadia, veio uma vizinha bater-nos à porta e dizer que uma das nossas propriedades estava a arder. Já tinham chamado os bombeiros mas não sabiam se demoravam ou não. Bem, que pânico. Saiu tudo porta fora, tivemos de disfarçar para a minha avó não perceber o que se passava senão era piripaque certo. Lá foram todos a correr, eu fiquei para trás por causa da Pinypon mas estava aflitíssima, confesso. Infelizmente, o nosso terreno está longe dos seus tempos áureos. Enquanto não se resolverem as partilhas ninguém quer investir dinheiro e assim vai-se acumulando mato todos os anos. Sinceramente, não fosse a pronta resposta dos bombeiros e de um local que pegou no trator e tratou de desbravar caminho para impedir o fogo de alastrar, acho que tinha tudo ardido. Mas felizmente, os bombeiros auxiliados por um helicóptero lá deram conta das chamas e só ardeu uma parte de mato, sem colheitas. Claro que todos perguntámos se não haveria perigo de reacendimento mas os bombeiros garantiram que não.

 

Por isso qual não é o nosso espanto quando há novo fogo perto da meia noite! Desta vez quem deu o alerta foi o meu irmão que ainda estava no café com os amigos e que mais uma vez ligou aos bombeiros. Eu estava com uma mega crise de sinusite e tinha-me ido deitar cedo, junto com a Pinypon. Acordei pela meia noite e não vejo ninguém em casa. Apanhei o susto da minha vida quando de repente dou de caras com a inha irmã que lá me pôs ao corrente. Ainda ficámos as duas na varanda a ver e a aguardar por notícias. Desta vez, os bombeiros garantiram que se tratava de fogo posto, falaram com a GNR local mas infelizmente não ficou ninguém de guarda ao local. Acho que ninguém conseguiu dormir em condições.

 

E no dia seguinte, pelas 10h, novo fogo! WTF?! Lá fomos nós a correr outra vez. Mais um belo trabalho dos bombeiros, foram absolutamente incansáveis. Desta vez, foram-se amendoeiras e o fogo chegou mesmo a casas vizinhas. Uma lástima. Um cheiro horrível a queimado. E mais uma vez, a certeza de fogo posto. Desta vez, a GNR deixou agentes a patrulhar e de tarde foi aberto um processo para a PJ iniciar averiguações. No dia seguinte foi preso um suspeito que inclusivé tinha armas em casa. Mas será um maluqinho qualquer ou simplesmente lembrou-se? Ou terá sido enviado por outrem? Não sabemos e ficamos a aguardar.

 

Agora pego na minha ( nossa ) aflição deste dias e imagino como se sentem as pessoas que vêm os seus bens ameaçados, os familiares dos nossos bombeiros que devem rezar sempre que chega uma chamada! E a desolação de vermos terra e mais terra, montes e mais montes todos queimados.

 

 

E chegar aqui ao Porto e ver cair cinza do céu e haver um alerta da DGS para evitar sair de casa já que o ar está saturado de fumo... E mais uma notícia da morte de um bombeiro. Não há mais palavras.

 

Um bem haja aos nossos bombeiros.

 

xoxo

cindy

Heróis de serviço! by Cindy

Hoje está um dia cinzento e se querem que vos diga até é um alívio. Ultimamente os incêndios têm feito com que o ar aqui no centro do Porto cheire a fumo e até chegaram a cair cinzas. Um horror. Imagino os nossos bombeiros no meio deste cenário de horror e ainda me sinto pior. Portanto, menos calor é igual a menos incêndios.

 

Não me lembro de um ano ter sido tão mau e termos de incêndios. Morando na cidade não tinha grande contacto com esta realidade, excepto quando passava férias na quinta. Aí sim, era normal ouvir as sirenes dos bombeiros e ver várias nuvens de fumo no horizonte.

 

Agora, trabalho junto a um dos quarteis de bombeiros do Porto. Ouço sirenes a toda a hora. Olho o céu que não está azul mas sim cinza chumbo, pesado, caem cinzas do céu. Vou para casa e só vejo nuvem de fogo. Chego a casa, junto à praia, e até aí me cheira a queimado.

 

Nunca pensei dizer isto, mas venha a chuva! A ver se os nossos heróis de serviço têm (algum) descanso.

 

xoxo

cindy

Quando é que isto acaba? by Cindy

Ultimamente só se vêm nuvens de fumo aqui na zona do Porto. Vêm de Gondomar, Aveiro e até dentro da cidade houve um incêndio.

 

Hoje pela primeira vez acordei com o cheiro a incêndio. Para quem mora perto da praia é uma situação inédita. Pela primeira vez em muitos dias quando saí de casa não vi o céu azul mas sim uma nuvem avermelhada que trasnportava consigo o cheiro a fim do mundo. Se mesmo dentro do carro se sentia, imagino ao ar livre. Pelo que ouvi na rádio, até houve um acidente por falta de visibilidade devido ao fumo!

 

Ouvindo as notícias fiquei a saber que há 2 incêndios no distrito do Porto e 4 em Aveiro, portanto até aqui em pleno centro do Porto se sente o cheiro e se vê o céu através de uma nuvem de fumo. Além disso, os bombeiros são mesmo aqui ao lado e o som das sirenes não acaba.

 

Horrível mesmo.

 

xoxo

cindy

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