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Beauty & Lifestyle

Relato de um confinamento 2.0

Só porque quero deixar escrito tudo sobre estes dias e sobre a maluqueira que assolou este país, que parece esquecido que estamos a) numa pandemia, b) em confinamento pela 2ª vez.

 

Começo por dizer que quem for negacionista e achar que este descalabro que vivemos é tudo um engodo, pode ir à sua vida e deixar de ler. E acreditem que estou a ser simpática, porque a minha vontade é mandar-vos para um certo sítio. Porque estou em crer que só quando se virem numa cama de hospital com um tubo pela goela abaixo é que acreditam. Deve ser aquela coisa do "ver para crer". Já nem digo quando lhes morrer alguém porque como ouvi um destes dias "ah só morrem os velhos!", como se isso fosse aceitável e os nossos pais e avós já não sejam merecedores de viver os anos a que têm direito, só porque ficar em casa e cumprir o confinamente é "uma seca".

 

De seguida, o meu agradecimento aos profissionais de saúde que se vêm a braços com uma situação de caos, que vêm os seus esforços e sacrifícios pessoais e familiares não serem retribuídos e que continuam todos os dias na linha da frente, a trabalhar mais horas do que devem e a terem de escolher quem vive e morre. Tudo porque o governo não soube preparar estes meses, apesar de tudo apontar para que com a chegada do tempo frio, tudo piorasse. Porque não houve coragem para dizer não ao Natal e às festas. Como se alguém morresse por não passar o Natal com a família toda reunida. Ah esperem! Morreram mas foi precisamente porque juntaram todos.

 

Posto isto, ganhem vergonha e metam-se em casa. É só isso que nos pedem - ficar em casa. Bem sei que nem todos podem estar em teletrabalho, eu sinto-me priveligiada por o poder fazer. Mas quem sair para trabalhar, tenha cuidado. Não ande em almoços com colegas, não vá fumar com uns e tomar café com outros. Usem as máscaras, lavem as mãos. Tão simples! Se vão levar e buscar os filhos à escola, não fiquem na conversa com os outros pais. Não saiam à rua com a desculpa do passeio higiénico que não é uma caminhada na marginal com milhares de outras pessoas e sem máscara. Eduquem os vossos filhos que devem achar que fora dos portões das escola a Covid-19 não existe. Protejam-se e sobretudo sejam responsáveis. Não esperem pelo governo para fazerem aquilo que sabem que é correto e não vejam nas excepções a oportunidade de fazerem o que vos dá na telha. Ah e tal a economia!!! Acham correto que determinados sectores tenham de fechar, tendo prejuízos avultados, mandando os funcionários para o desemprego e mesmo acabando por abrir falência, quando a culpa é VOSSA? A minha cunhada que só atende à marcação e tem uma pessoa no salão de cada vez, foi obrigada a fechar o salão de cabeleireiro. Mas a senhora florista, continua aberta. E os shoppings deste mundo também, porque lá dentro existem lojas "essenciais" como wortens, leroys e afins desta vida. Querem ajudar a restauração? Encomendem para casa como nós temos feito! Querem ajudar a economia? Comprem português e mantenham vivos os negócios da vossa zona. Não é justo que pela irresponsabilidade de uns, paguem os outros! 

 

Acreditem eu também estou farta de não poder ir jantar fora, conviver com os amigos, ir aos meus pais e sobretudo deixar os miúdos com os avós MAS CARAMBA, não quero pôr ninguém doente nem ver nenhum dos meus numa cama de hospital.

 

140010297_939162346614720_4640924466821030465_n.jpJoana Taveira Cardoso

 

Finalmente, vão votar. Exerçam o vosso direito de voto e não deixem que os outros decididam por vocês. Sobretudo, não deixem que o fascismo saia vencedor.

 

xoxo

Marta

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Como enfrentar o novo confinamento

Ainda não sabemos os moldes mas é inevitável voltarmos a confinar. Por isso, resolvi deixar aqui umas receitas para irem fazendo no aconchego do lar e tornarem os vossos dias mais confortáveis.

 

1 - Pão

 A receita mais repetida cá em casa. Tomei o gosto de fazer o pão e não tem faltado cá em casa ao fim de semana!

 

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Tenho feito duas variedades - trigo e trigo/aveia - mas podem fazer com quaisquer farinhas que gostem, pôr sementes, pepitas, etc. A receita que tenho seguido tem sido um mix da receita da Filipa Gomes com o pão da titá da Joana Roque. Para além dos ingredientes, precisam de um tacho/panela/forma de ir ao forno com tampa. Ora, eu tive de improvisar e tenho usado uma forma de bolos sem buraco e tapado com uma tarteira. Resulta e o efeito é maravilhoso. Em relação ao levedar, eu deixo a noite toda e resulta num pão fofo com uma sabor fantástico. Preparo a massa à noite, deixo dentro do forno e só cozo de manhã. Mas em ambas as receitas podem deixar levedar menos tempo, eu é que prefiro assim porque adoro comer pão quentinho logo de manhã. Esta receita é ótima porque não precisam de amassar o pão e o facto de cozer na forma faz com que a humidade faça crescer o pão e a crosta fique super crocante. Deixo-vos os passos que tenho seguido!

 

Ingredientes:

500g farinha à vossa escolha ou mistura de farinhas ( quando faço de aveia uso 150g aveia e 350g de farinha T55)

5.5 g de fermento de padeiro em pó

420ml de água morna

1 c.c. de sal fino

Preparação:

Numa taça grande colocar a farinha e fazer um buraquinho no centro. Eu gosto de diluir o fermento na água primeiro. Juntar o sal à farinha e depois colocar a água com o fermento. Misturar com a colher de pau, é normalficar uma mistura húmida. Tapar a taça - eu uso película aderente - e deixar levedar por pelo menos 1h ( eu deixo 12h).

Para cozer, colocar a forma no forno e ligar a 230º. Enquanto a forma aquece, polvilhar a bancada com farinha, colocar a massa e dar umas voltas até ficar uma bola - não é para amassar!!! Fazer um corte em cruz, polvilhar com farinha. Entretanto, retirar a forma do forno, colocar uma folha de papel vegetal ( caso não tenham, polvilhem a forma com farinha no fundo) e pôr a massa no interior. Tapar a forma ou tacho e levar ao forno por 30 minutos. Destapar e deixar mais 5/10 minutos até tostar. E sai um pãozinho todo catita, com miolo fofinho e côdea bem estaladiça. Aconselho a comer quentinho com manteiga!

 

2 - Panquecas Americanas

 

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Ingredientes:

1 ovo

1 chávena de farinha de trigo ( às vezes faço com aveia)

1 c.c de fermento para bolos

leite

1 pitada de sal

Preparação:

Não coloquei a quantidade do leite porque costumo fazer a olho. O ideal é irem acrescentando até terem uma massa não muito líquida e com alguma consistência. Passar com a varinha mágica para eliminarem os grumos e depois é só irem deitando colheradas na frigideira bem quente, mantendo-a depois em lume médio. Estas quantidades costumam render umas 8 panquecas mas depende do tamanho que quiserem!

 

3 - Waffles

 

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Ingredientes:

1 ovo

100 ml leite

130g de farinha de trigo ( às vezes faço com aveia)

1/2 c.c de fermento para bolos

1 pitada de sal

1 c.s. de manteiga derretida

Preparação:

Misturar tudo com a varinha mágica e colocar colheradas de massa na máquina das waffles ou nas formas.  Eu uso a máquina de Waffles do Lidl e adoro-a! Os Waffles ficam bem crocantes por fora e deliciosos!

 

4 - Muffins de Cacau e Aveia

 

Ingredientes:

2 ovos

1 chávena de açucar mascavado

1 chávena de aveia triturada

2 c.sopa farinha

1/2 chávena de cacau

1/2 chávena de leite magro

1c.sopa de óleo

1 c.chá fermento

Preparação:

Bater os ovos com o açucar até obter uma mistura fofa. Adicionar a aveia - triturada até estar em pó - a farinha, o cacau e o fermento. Juntar o leite e o óleo. Deitar em forminhas individuais e colocar no forno 20 minutos a 180º.

 

5 - Quiche Lorraine

 

Adoro esta receita e esta quiche é de li ci o sa!!!

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 Ingredientes:

1 base de massa quebrada

1 pacote de natas

2 ovos

6 tiras de bacon

queijo ralado (usei flamengo)

noz moscada

sal

pimenta

Preparação:

Colocar as tiras de bacon no forno até ficarem estaladiças ( o ideal é fazerem numa grelha e deixarem a gordura pingar para um tabuleiro, assimo bacon fica estaladiço e a gordura é bem menor!). Cortar as tiras em pedaços e reservar. Numa taça bater nas natas e os ovos, temperar e juntar o bacon partido. Forrar a tarteira com a massa, colocar queijo no fundo, deitar a mistura de natas, ovo e bacon e finalizar com mais queijo. Vai ao forno a 180º até ficar dourada (+/- 20 minutos). Podem servir com uma salada!

 

Espero que tenham gostado e força desse lado. Não está fácil mas vamos conseguir!!!

 

xoxo

Marta

 

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Vamo-nos rir?

Há uns dias andava eu a pensar nestes tempo estranhos e nas coisas que dava por mim a fazer, como se eu algum dia pensasse que tinha de ver se tinha máscaras em casa, lembrar-me de as colocar a lavar ou encomendar álcool gel? Estamos novamente em vias de confinamento por isso vamos brincar a ver se nos animamos!

 

Portanto, desafio-vos a nomearem uma coisa que jamais se imaginariam a fazer e que têm feito desde o início da pandemia!

 

Começo eu: desinfetar compras de supermercado!!!

 

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Coisa que não já não tenho feito mas que até meados do ano passado fazia. Depois deixei-me disso e só tenho o cuidado de descartar as embalagens de fora.

 

Agora vocês!

 

xoxo

Marta

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Breves

Ando tão cansada deste mundo que nem me tem apetecido escrever. Nem partilhar seja o que for. Mas vamos lá a arrebitar, que tristezas não pagam dívidas.

 

Nós regressámos ao teletrabalho, a Mariana está na escola e o Pedro na creche. Apesar de sentir falta do convívio com as amigas no trabalho, mesmo que nos moldes distanciados dos últimos meses, funciono melhor em teletrabalho e para mim foi mal que veio por bem. Há menos distrações e ganho tempo com os miúdos, já que não perco tempo em deslocações. Ou seja, não ando feita maluca a correr entre casa, escolas, trabalho e trabalho, escolas e casa. O único senão é mesmo o isolamento, mas isso nesta fase tem mesmo de ser. Lá vamos falando pelo chat ou por videochamada e assim se passam os dias.

 

Cá por casa continuamos a conviver apenas os 4. Não há avós nem tios, muito menos amigos. Fico estupefacta com as pessoas que continuam a levar vida normal e de peito inchado contam como contornam as regras e o dever de confinamento. Ainda esta semana uma senhora resolveu perguntar ao FB onde podia no fim de semana ir brunchar com os amigos, ao menos deu para rir, não foi Magda?

 

Já que estamos em casa tenho tentado arranjar atividades engraçadas para fazer com os miúdos. Tenho ali uma Growing Box da FLO para plantarmos no fim de semana e espero ansiosamente pela Okapibox de Dezembro. Tudo projetos portugueses e cheios de pinta!

 

Espero este fim de semana fazer a árvore de natal e tratar das decorações. Já comprei umas coisas engraçadas na Tiger mas ando a babar-me com o que tenho visto nas stories da Muy Mucho, uma das minhas lojas preferidas. E claro, vou começar a tratar do meu Pai Natal Secreto! Estou em pulgas!

 

Estão todos bem desse lado? Como têm sido os vossos dias?

 

xoxo

Marta

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Expliquem lá outra vez?

Se alguém me conseguir explicar porque é que eu vou ter de deixar o bebé na creche, entregá-lo a uma pessoa de máscara sem poder entrar e acompanhá-lo, não poder sequer conhecer a sala onde o meu filho vai estar nem ir buscá-lo à sala MAS 16 000 pessoas vão poder ir à Festa do Avante, como se não estivessemos no meio duma pandemia?!

 

Também adorava saber as normas e diretrizes da DGS para o regresso dos milhares de alunos à escola MAS nada... Estamos  a uma semana e meia do arranque do ano letivo e nenhum pai e professor sabe o que se vai passar ( ou não!). No entanto, a Festa do Avante tem seguramente um calhamaço!

 

Este país tem umas prioridades muito estranhas... sem dúvida. Vontade de hibernar e acordar quando esta maluqueira passar.

 

xoxo

Marta

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Férias em tempos de Covid

A semana passada estivemos de férias. Supostamente, era a semana das FÉRIAS de papo para o ar, sem mexer palha, muito necessitadas este ano e já marcadas em Janeiro. Era um dos desejos de 2020 e, tal como a maior parte deles, ficou por terra.

 

Sei que muitos de vós vão fazer férias na mesma, mas perante a situação, nós preferimos cancelar. E sabem o que eu acho incrível? Termos a malta a apelar para fazermos férias cá dentro, e ver a hotelaria a aumentar preços para conseguir gerir a diminuição da capacidade. Andei a ver alguns sítios para fazer uma escapadinha e preços de 200€ por noite, sem sequer pequeno-almoço incluído, estão fora das minhas possibilidades morais, sinceramente.

 

Felizmente, temos a sorte de ter uma casa de férias, um sítio  onde podemos ir arejar e mudar de ares e sabe Deus como isso é tão necessário ultimamente. Sempre me senti privilegiada por isso, agora muito mais. Malas feitas, lá fomos nós e foi bom, embora cansativo, porque já se sabe, mudam-se os ares mas mantêm-se as tarefas e preocupações dos pais. E estou tão farta de cozinhar, credo! Sou só eu que se começa a passar com esta coisa de decide almoço, jantar, outra vez almoço, jantar?!

 

Mas para eles é maravilhoso e estes dias são essenciais para criar memórias em família. Foram dias de muito calor, um temporal desgraçado no dia em que chegámos, muitos banhos de piscina e alguns banhos de sol! Só saímos um dos  dias para ir até à nossa praia fluvial preferida mas estivemos pouco tempo, porque nos pareceu que ia começar a encher e estava muito calor, mesmo junto à água.

 

 

Em agosto há mais! Como vão ser as vossas férias este ano?

 

xoxo

 

Marta

 

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Fim de semana pelo Douro

Quem me segue pelo Instagram sabe que no fim de semana da semana anterior fomos para a aldeia. Finalmente!!! A nossa ideia inicial era ter ido no fim de semana dos anos da Mariana mas infelizmente a previsão meteorológica não era boa e preferimos adiar. E ainda bem, apanhámos super bom tempo, imenso calor e só tivemos pena de a piscina ainda não estar operacional. Se eu já adoro ir para o Douro, imaginem depois deste confinamente todo! Soube ainda melhor!

 

Como mãe prevenida vale por duas ( mil?) tinha encomendado uma piscina insuflável e portanto foi essa que fez as delícias dos filhotes. O pior foi encher a piscina à bufadela, ainda levei uma bomba mas após tempos infinitos sem ver resultados, foi mesmo a bufar que a enchemos. Instalámo-nos na varanda das traseiras e foi uma festa de banhos de piscina, ninguém queria sair de lá!

 

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Aproveitámos os finais de tarde, onde o calor já acalmava e a temperatura baixava para os 28º/30º ( às 19h da tarde!), para dar uns passeios pelo monte. Assim não nos cruzávamos com ninguém e os pequenos podiam andar à vontade. A verdade é que não se via quase ninguém na aldeia... deu para esticar as pernas, o Pepê estava maravilhado com tudo e a Mariana nem se queixou de andar no monte - normalmente, reclama sempre!

 

Muitos me perguntaram porque não ficávamos por lá, já que estávamos em teletrabalho mas não dava mesmo. Uma coisa é estarmos em casa, num ambiente controlado, onde mesmo assim há asneirada certa e é preciso andar sempre a ver o que andam a fazer. A nossa casa na aldeia não está preparada para um bebé aventureiro como o Pepê e era impraticável trabalharmos assim. Sem falar que a internet lá, só mesmo através de dados e não nos daria para grande coisa.

 

Deu para recarregar algumas baterias e se tudo correr bem, daqui a duas semanas vamos novamente!  Ansiosa por banhos de piscina e ar puro! Sabe-me tão bem acordar, abrir as portas da varanda e ver aquele verde e sentir o sol... Lá está, são as coisas simples da vida que às vezes fazem a nossa felicidade!

 

xoxo

Marta

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Maio

Tenho ideia que os últimos meses foram do outro mundo. Nunca, jamais imaginei uma coisa destas. Mas ela chegou e agora é tentar viver com isto. Estou farta de estar em casa mas enquanto meio mundo parece achar que o fim do estado de emergência é sinónimo de normalidade, eu continuo a sentir necessidade de resguardo em casa.

 

Há imensa coisas que me afligem. Primeiro, a falta de conhecimento sobre o Sr. Covid-19. Todos os dias há novidades sobre efeitos, sequelas, imunidades, reeinfeções e sei lá mais o quê. Em segundo, e por mais que digam que as crianças são a faixa etária menos afetada, acho um total disparate abrir as creches e o pré-escolar. Antes que me caiam em cima e digam que as pessoas têm de trabalhar e precisam de deixar os filhos, digo que sim, compreendo isso mas atentem no outro lado. A minha mãe é educadora de infância, pertence ao grupo de risco e em junho possivelmente terá de regressar à escola onde terá 20 crianças numa sala. Está privada do convívio com os netos mas tem de ir arriscar-se a ser contagiada pelos filhos/netos dos outros. Assim, como as educadoras e auxiliares do meu filho que certamente têm familiares idosos e podem elas próprias desenvolver a doença. Para além disso, eu adorava saber como o Sr. Costa e restante pessoal acha que os bebés/crianças vão respeitar a distância de segurança e adoptar as normas rigorosas de lavagem de mãos e por aí adiante. Se uma vulgar constipação passa por todos, imaginemos o Sr. Covid. Sem falar que basta haver um caso para a creche/escola fechar e mandar tudo para casa. Continuamos no disparate que é este país. Pagamos a creche para irmos trabalhar. Os miúdos adoecem e nós passamos mais tempo em casa que no trabalho. Quem nos paga? O Estado. Finalmente, esta incerteza que vivemos... quando vamos poder estar com os nossos? Como vamos trabalhar em (relativa) segurança? E sobretudo o que mais me aflige... terminadas as aulas da mais velha a 26 de Junho, o que faço às crianças? Não quero de modo algum deixá-los regressar à escola e à creche.

 

Comecei este post para escrever sobre Maio e saiu este relambório todo um bocado pesado. Desculpem-me mas não consigo (ainda) ver arco-íris e acreditar que #vamosficarbem. A única coisa boa tem sido mesmo estarmos juntos e em segurança.

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às nove no meu blog

 

Que Maio traga alguma luz que estou a precisar!

 

xoxo

Marta

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5 coisas a fazer para que a quarentena corra melhor!

Para quem está em teletrabalho e ainda por cima com os filhos em casa, têm sido dias desafiantes, certo? Há uns dias desabafava no FB que via e lia toda a gente a pôr em prática mil atividades com os filhos, a pôr a leitura em dia, a cozinhar mil e uma coisas e que eu não percebia como tinham tempo!!! É fácil, não estavam a trabalhar!!! Correndo o risco de me tornar repetitiva - teletrabalho e crianças não é fácil! Requer jogo de cintura, paciência extra+++ e horários! Imensa gente comentou e senti que as pessoas precisavam mesmo de desabafar. Mesmo aquelas que não tendo filhos sentem  na mesma que o tempo lhes escapa pelos dedos entre trabalho e todas as tarefas de casa. Mas sinceramente, acho que está bem pior quem não pode mesmo deixar de trabalhar, por isso vamos aproveitar estes dias em família, mesmo que por vezes tenhamos vontade de fugir ou mandar a descendência para os avós.

 

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Deixo-vos algumas sugestões para seguirem e outras para se ocuparem quando não estão a trabalhar e para sentirem que há vida para além das crianças e do trabalho, eu tenho posto algumas em prática!

 

1 - Manter uma rotina. Isto é especialmente importante se têm crianças... Manter a rotina habitual, mesmo que em casa, vai ajudar a que eles se sintam seguros e tudo fluirá melhor. Continuar a distinguir a semana de trabalho do fim de semana de descanso também é importante. Aqui temos continuado com os nossos pequenos almoços especiais de fim de semana e para os adultos, um jantar mais fancy ao sábado com cinema a acompanhar. E o sábado passou a ser o dia das limpezas agora que não temos a nossa D. Conceição por cá.

 

2 - Aproveitar para colocarem as séries/ filmes em dia. Tem sido o nosso programa depois de jantar e de deitar os miúdos, ver um filme ou uma série. Já era parte da nossa rotina mas agora sinto mesmo a necessidade de espairecer e me distrair com ficção.

 

3 - Experimentar novas receitas. Já sabem que eu adoro cozinhar e até acho que me tenho saído bem nesta coisa de aproveitar tudo e fazer render o que temos entre idas ao supermercado. Comecei a fazer a massa mãe mas desisti porque não estava a resultar. Já encomendei fermento e deverá chegar por estes dias para poder voltar aos pães caseiros. Acho que já o país inteiro deve ter feito o #paodemia da Filipa Gomes e eu quero muito experimentar! Também experimentei esta receita espetacular de massa de pizza da La Dolce Rita e adorámos! Outro achado foi a receita do Bolo de Chocolate sem ovos partilhada pela Mónica Lice, estava cética mas não é que resulta? Só não aconselho a cortarem ao açucar como eu fiz, ficou pouco docinho!

 

4 - Arrumar e organizar. Também têm aí por casa a gaveta ou armário onde enfiam tudo o que não sabem onde arrumar? Pois bem, chegou o dia de começar a destralhar e arrumarem tudo no sítio. Este fim de semana íamos arrumar os armários da cozinha que estão a precisar desesperadamente de uma reorganização mas não estive para aí virada e adiámos para o próximo fim de semana! Tenho a certeza que vou descobrir coisas que não usamos há séculos e que não fazem falta nenhuma. Destino: lixo ou dar!

 

5 - Desdramatizar ou praticar o "Let it go" como no Frozen. Hoje correu mal? Amanhã há-de correr melhor! Confesso que já me chateia todo o lado cor de rosa da quarentena publicado! Sou só eu que às vezes sinto que preciso mesmo do MEU espaço? Sem filhos e marido a chamar por mim? Mesmo que ao fim do dia agradeça estarmos todos juntos e com saúde? Ou será que tenho de passar o dia a trabalhar, a inventar atividades, a acompanhar o estudo, a cozinhar, a limpar e outras coisas que tal? Não há mal nenhum em dizermos que as coisas não são sempre perfeitas mas que mesmo assim gostamos da vida, imperfeita como ela é. Outros dias... podemos ter vontade de mandar tudo à fava e está tudo bem na mesma.

 

Boa quarentena!

 

xoxo

Marta

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Então Marta, como corre isso da quarentena #2?

Duas semanas disto e é para continuar, certo? Sinto-me a viver num daqueles filmes sobre o fim dos tempos, só faltam ( até à data!) os zombies.

 

Continuamos em modo teletrabalho e homeschooling, ao mesmo tempo que é preciso tratar de refeições da casa,  entreter o bebé, fazer atividades e de tentar descontrair quando eles vão dormir. Mantemos os mesmos horários de deitar - às 20h30 estão os dois na cama. A hora de acordar vai variando, na loucura acordam às 8h30 e ficam a brincar sem nos virem acordar.

 

Tenho feito uma data de coisas que só com tempo se consegue - pão, iogurtes, massas frescas. E é tão bom comer estas coisas caseirinhas! Para além de ser sinónimo de aproveitamento e economia doméstica. Sei que muita gente tem feito pão em casa mas se tem visto à rasca para arranjar fermento fresco ou fermento em pó de padeiro. Dou duas sugestões - fazer massa mãe em casa ou fazer receitas de pão com fermento químico ( o dos bolos!). Quanto aos iogurtes, desaparecem à velocidade da luz aqui em casa e portanto tenho rentabilizado imenso a iogurteira. Continuamos com as nossas tradições familiares de pequeno-almoços mais compostinhos ao fim de semana e sábado saíram umas waffles bem saborosas!

 

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Sair de casa para o que tem mesmo de ser - compras, levar o lixo - é uma aventura. A nossa entrada de casa parece uma sala de descontaminação, com saco para roupa da rua, sítio para os sapatos e é regularmente desinfetada com lixivia. Quando vamos às compras, desinfeto as embalagens com uma solução de 1 medida de lixivia para 19 de água que passo com um pano. O que não é de plástico fica de quarentena durante 3 dias. Sobre a limpeza da casa recomendo este artigo muito bom da Visão. Quanto às encomendas e ofertas de parcerias, ficam ali na entrada quietinhas de quarentena também.


Se pensei viver isto? Nunca na minha vida! Metade do tempo não me lembro, mas passo a outra metade preocupada. É horrível esta incerteza sobre quanto tempo vamos estar assim e quando a vida irá retomar a normalidade, se é que alguma vez isso vai acontecer. Mas é bastante pior adoecer ou perder alguém querido por isso #staythefuckhome. Ah e prendam os velhotes em casa! Andam todos contentes na rua, enquanto nós nos mantemos em casa para também os proteger a eles!!!

 

xoxo

Marta

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