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Sobre as 35 horas

Vai-me cair o carmo e a trindade em cima mas quero lá saber. Muito se tem falado sobre o retorno às 35h da função pública e se há assunto controverso é este. Porque no privado trabalham-se 40h (ou mais), porque é que o público tem regalias que o privado não tem, porque os funcionários públicos não fazem nada e rébéubéu.

 

Para mim a coisa resume-se a esta pergunta - gostavam de receber 35h e trabalhar 40h? Seja no público ou privado. Sim, porque o Sr Pedro Passos Coelho aumentou as horas de trabalho mas não as pagou. Ah e tal é para aumentar a produtividade. Quem não fazia nenhum assim continuou e quem é que gosta de trabalhar mais e receber menos? Ah mas no privado também não se pagam horas extra. Pois, acredito que não (sei-o por experiência própria) mas também não se trabalham horas obrigatórias de graça. Se perguntarem a um funcionário público se se importava de trabalhar 40h desde que as recebesse se calhar a resposta era não, não se importava. Mais 200€ (dependendo dos ordenados) davam certamente jeito para o orçamento familiar.

 

Eu continuo a dizer, não é a função pública que tem regalias irrealistas, é o privado que não as acompanha. Não é a função pública que ganha bem, é o privado que paga mal.

 

xoxo

cindy

 

 

Natalidade

Queria muito escrever este post. Ultimamente tem havido um grande sururu sobre a baixa taxa de natalidade e a população envelhecida do nosso país, tenho lido imensos artigos de opinião, sobretudo depois do nosso PM ter vindo dizer que vai apresentar um plano de incentivo à natalidade dentro de 3 meses.

 

Espero realmente que 3 meses lhe cheguem para conseguir deslindar o fim deste imbróglio reprodutivo em que estamos, fruto de anos de políticas em que se fomenta a vida profissional em detrimento da vida familiar. Em que as mulheres são na sua maioria descriminadas nos locais de trabalho caso queiram constituir família e tenham de lhe prestar assistência. Em que se valoriza o entrar cedo e sair tarde do emprego porque isso é sinónimo de dedicação profissional. Já aqui falei tantas vezes disto que não me quero estar a repetir mas, caramba! Será que estas almas acham mesmo que se resolve o problema da baixa natalidade sem haver uma reforma profunda a nível do Código do Trabalho e da Segurança Social e ao mesmo tempo uma mudança significativa da mentalidade dos empregadores? Sem falar da criação e manutenção de emprego, que a meu ver, é mesmo o principal problema que impede os casais de partir para o primeiro ou segundo filhos. Às vezes nos pratos da balança estão mesmo lado a lado filhos e emprego. Porque não há proteção na maternidade e paternidade, porque as pessoas temem represálias laborais, porque às vezes querer ter um filho é mesmo sinónimo de ter de correr o risco de ficar sem emprego.

 

Gostei de ler esta opinião: "Como é que se pode pedir aos casais portugueses que tenham mais filhos? A esmagadora maioria luta para sobreviver, não consegue ter rendimento para sustentar as famílias, trabalham horas a mais, os cuidados de saúde são cada vez mais escassos e caros e as escolas não chegam ou não têm condições. E a lista segue muito além do espaço desta coluna. Por tudo isto é preciso um grande desconhecimento, ingenuidade ou descaramento para pedir mais filhos aos portugueses. A menos que ainda acreditem que eles são trazidos pela cegonha."

 

Gostava sinceramente que pudesse ser diferente. Que as coisas mudassem. Depois leio coisas como estas e até poderia concordar, não fosse eu achar que isto incide numa pequena parte da nossa população, aquela que pode efetivamente oferecer essas coisas aos filhos e aquela que não tem bom senso e acha normal dar um tablet a uma criança de 3 anos.

 

xoxo

cindy

 

 

O grito do Ipiranga

Falava eu no post anterior sobre o difícil que é conseguir vaga para uma creche pública. Este tema dá pano para mangas e desde já me desculpem se ofender alguém mas realmente acho que neste país funciona tudo ao contrário. E se há dias em que consigo respirar fundo e submeter-me ao instituído, outros há em que me apetece dar um valente grito de revolta.

 

Inscrevemos a Pinypon em 2 creches públicas. Em ambas nos disseram que só muito dificilmente haverá vaga porque não pertencemos à freguesia na qual se inserem. Mesmo entrando podemos contar em pagar a mensalidade mais alta porque como disse a diretora de uma delas: " Eu sou mãe solteira, ganho 1000€, para o Estado sou rica, logo fico no último escalão e pago 230 e tal euros". Mesmo eu estando desempregada, podemos sempre contar com o nosso estatuto de ricos. Não temos abono porque somos ricos. Não vou ter direito ao subsídio social de desemprego porque somos ricos.

 

Mas quem não faz nenhum, quem nunca trabalhou, quem se mete no café todos os dias a beber e vive dos rendimentos mínimos e subsídios que tais, são famílias em risco e como tal têm todos os direitos e mais alguns. Quem trabalha ou trabalhou vê que afinal não serve de nada o trabalho porque quanto mais se faz, menos direitos se tem.

 

Está tudo ao contrário! TUDO!

 

E por isso estamos assim meios descoroçados e sem saber o que fazer. Porque por um lado era bom ela começar a creche em setembro. Por outro, não vamos pagar 350/450 € por uma creche estando eu em casa. E como raio posso eu começar a trabalhar, nem que seja em part time, sem ter onde deixar a miuda?

 

E eu estou a escrever isto e a pensar "coitadinhas das crianças que não têm culpa nenhuma e ao menos nas creches terão certamente quem olhe por elas".

 

xoxo

cindy

Da greve

Ontem assisti a várias reportagens em que imensa gente dizia que se via "forçada" a fazer greve porque simplesmente não ia ter meios de chegar ao local de trabalho sem o recurso aos transportes públicos. Pessoas que não têm carro, que apanham mais do que um transporte para chegarem a Lisboa ou ao Porto.

 

Eu felizmente não estou dependente dos transportes públicos mas se estivesse e ainda morasse em Gaia, não sei como viria trabalhar. Provavelmente ficaria em casa e seria mais uma a engrossar os números da greve. Assim sendo, venho de pópó e nem que não viesse, vinha a pé.

 

Como dizia uma senhora ontem, ao ser entrevistada, o país precisa é de trabalho, não é de greves. E esta malta dos transportes tem o resto dos trabalhadores na mão porque paralisando-se os transportes a greve é já por si um sucesso, com imensa gente a ver-se obrigada a faltar por não ter alternativas.

 

Sinceramente, acho que as greves nãos ervem ara nada, a não ser para cavarmos um buraco ainda mais fundo. Ao menos desta vez não marcaram greve a uma sexta, como habitual, senão era fim de semana prolongado pela certa. Haja paciência!

 

xoxo

cindy

 

E a odisseia de ir votar neste país! by Cindy

Bem como o título indica ir votar foi tudo menos rápido e directo.

 

Isto do cartão do cidadão é fantástico e o simplex é fabuloso… NOT.

 

Antes de mais acho RIDÍCULO que o dito cartão acumule BI, NIF, SNS e SS e não inclua a carta de condução.

 

De seguida parece-me absurdo que quem tenha o dito cujo tenha de se deslocar à Junta de Freguesia para ir levantar um papelinho onde consta o número de eleitor. E depois ter de desvendar onde deve ir votar.

 

Diga-se de passagem que se eu na sexta soubesse que tinha de andar nestas lides, não teria dito aqui que ia votar. E tal como eu, deve ter havido imensa gente que se deslocou ao local e se deparou com filas para poder exercer o direito ao voto. E principalmente os velhores que estavam completamente confusos. Além desta confusão com o cartão, ainda houve alterações nas mesas de votos.

 

Por acaso na minha junta de freguesia estavam apenas 10 pessoas à frente. Mas deveriam ter sido muitas mais porque quando chegou a nossa vez nem a impressão tivemos direito, apenas um papel com o número rabiscado. Depois, olhar para os editoriais e tentar descobrir qual a nossa mesa de voto. Sim, ficámos como bois a olhar para um palácio. O que vale é que era tudo à volta da junta e à segunda tentativa acertámos.

 

Odisseia terminada, voto feito, dever cívico cumprido. Como já aqui tinha dito votei em BRANCO. E tal como eu cerca de 200 mil portugueses. Como forma de protesto.

 

E agora temos mais 4 anos de Cavaco e Cavaca.

 

xoxo

cindy

A função pública! by Barbie&Cindy

A semana passada houve aqui uma troca de opiniões relacionada com o "funcionalismo" da função pública. E hoje é dia de expressarmos aqui a nossa opinião!

 

Não se pode generalizar mas quantos de nós foram já mal atendidos/informados ao dirigirmo-nos a um balcão de qualquer organismo público? Ou então testemunhámos situações no mínimo caricatas e pensámos " são mesmo uns incompetentes"? Obviamente que tal não acontece única e exclusiva no sector público. Infelizmente também há muita "cagada" no privado.

 

Então onde reside a diferença? Pressupomos nós que no facto de um erro/omissão/cagada não passar despercebida no sector privado. À custa das promoções e aumentos e etc, os trabalhadores estão muito mais sujeitos a serem chamados à atenção e responsabilizados por tudo o que fazem. E há prazos a cumprir e serões a trabalhar quando é preciso. Não me parece que alguém do sector público fique para além do expediente.

 

O que é certo é que qualquer organismo público ou privado, com atendimento ao público deve ter uma certa qualidade e não andarem todos a fazer que faz. Isto vem no seguimento do que eu, Cindy, passei ontem. Eu tenho prazos a cumprir, clientes a quem dar respostas, processos para despachar. Até hoje nunca deixei ninguém pendurado. E muito menos cheguei à hora de ir embora e sabendo que havia trabalho pendente, virei as costas e fui à minha vida. Além disto, a maior parte de quem trabalha em atendimento ao público acha que nós, utentes, munícipes, temos de esperar. Quantos de nós já não passaram horas em filas a ver os funcionários a conversarem, a escolher o menu para o almoço  (sim já presenciei uma cena destas!) e a "cagarem" em quem está à espera e precisa de ir trabalhar? Ou então quando temos de lá voltar porque se enganaram em alguma coisa? A mim já me aconteceu enganarem-se na minha data de nascimento na SS. Segundo aqueles queridos eu tinha 6 anos. Maravilha não é? E quem é que teve de lá ir de propósito? Eu, claro! Porque a alteração tinha de ser presencial!!!

 

De modo que o que se passou ontem foi a epítome de um acumular de outras que tal, processos perdidos, técnicos aos quais é quase necessário ensinar-lhes a legislação, clientes desesperados porque os técnicos nunca mais respondem aos processos... um rio de dinheiro perdido porque as coisas demoram anos...

 

Eu, Barbie, já trabalhei numa Conservatória. Além do facto de as pessoas terem de esperar imenso para serem atendidas, ainda eram muitas vezes ridicularizadas por não saberem a distinção entre um prédio rústico e urbano ou como se processa um casamento ou divórcio. Será que esses funcionários não estão lá para nos elucidarem? Se todos nós soubessemos de tudo não precisávamos de mais ninguém!

 

E ninguém é responsabilizado no meio disto tudo? Pois não! Têm progressão automática de carreira! E a avaliação, como todos nós sabemos, é uma treta! Além de que a classificação depende muitas vezes do chefe e não da qualidade/quantidade do trabalho.

 

E se hoje em dia é difícil entrar para os quadros da Função Pública, tempos houve em que o "factor C" (leia-se cunha sff)  punha famílias inteiras a trabalharem no mesmo local. E que à custa disto tiraram o lugar a pessoas que efectivamente tinham as competências necessárias ao cargo.

 

E eu, Cindy, que tenho um gajo em casa que trabalha para a função pública, que todos os anos reza para que lhe renovem o contrato, porque senão no privado de certeza que não tem um salário tão bom (e merecido), penso muitas vezes na injustiça disto tudo. De quem trabalha bem e não vê o trabalho reconhecido. De quem não faz nenhum mas mexe os cordelinhos e recebe luvas. E de quem quer é ter salário ao fim do mês mas não quer trabalhar.

 

Ah e outra coisa. Não são os salários da função pública que estão mal e são exagerados. São mesmo os do privado que são absurdamente baixos e miseráveis.

 

xoxo

barbie&cindy

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