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Seguir a natureza

Gostei bastante desta reportagem sobre as cesarianas, acho que é importante mostrar os prós e contras deste tema tão sensível.

 

Para mim, é inconcebível programar uma cesariana só porque sim. Ponto final. Não havendo motivo clínico para tal, parece-me uma violência recorrer a uma cirurgia por motivos como "nesse dia dá-me jeito", "o médico tem disponibilidade nesse dia", " prefiro não passar pelas dores do parto". Salvo raras excepções, o nosso corpo está preparado para um parto normal e portanto há que deixar a natureza seguir o seu curso. Afinal de contas, a cesariana é uma cirurgia e se virem a reportagem podem ver todos os riscos acrescidos que acarreta em relação a um parto normal. Aliás, sendo um procedimento médico não me parece que, salvo indicação médica, haja sequer possibilidade de escolha.

 

Sou a favor da cesariana em casos que a justifiquem e nesse aspeto acho que as equipas de hospitais públicos  - muitas vezes pressionadas por estatísticas - tendem a esperar pelos últimos minutos antes de incorrerem nesta prática. Nunca me hei-de esquecer da minha companheira de quarto na maternidade que tinha estado mais de 24h em trabalho de parto e só à última da hora é que fizeram a cesariana - resultado, um bébé cheio de hematomas e uma mãe cheia de dores que nem se conseguia levantar. Nesse caso, teria sido necessário terem protelado tanto a cesariana? Enfim, os dilemas entre o privado e o público. Num facilitam, no outro adiam... Claro que depende das equipas e no modo de atuação.

 

Quando estava grávida confesso que não tinha receio do parto, estava apenas ansiosa que a miuda saísse. Mas a verdade é que sempre me senti segura com as informações que fui recolhendo, quer nas minhas leituras, quer nas aulas de preparação para o parto e junto da minha médica. Sabia o que esperar na teoria, restava ver o que me estava reservado na prática. E correu tudo bem! Estava o S. mais nervoso do que eu.

 

Qual é a vossa opinião sobre este assunto?

 

xoxo

cindy

 

 

Nascimento II - parte I

Vou começar um rol de posts lamechas. Porque me parece importante os meus filhos lerem no futuro o que aconteceu quando eles nasceram.

 

E porque está neste preciso momento a fazer 19 meses que dei entrada na maternidade pela 2ª vez (para lá ficar!), vou começar pelo nasimento da Lu.

 

Estava com perda de rolhão há alguns dias, mas a minha professora de PPP tinha me dito que era normal, podiam faltar ainda semanas para o parto. Qual quê... Foi um sábado, que passei na cama, o marido foi, a medo , correr a Alenquer, e eu fiquei com o zezito. Passei a manhã com contracções, que depois abrandaram , aproveitei então para ir comprar comida feita, e voltei a deitar-me. A tarde passei tranquila, mas ao fim da tarde a coisa recomeçou.

Ligou me uma amiga que me vinha trazer as camisas de dormir e roupão para o saco. Quando chegou percebeu de imediato que a coisa estava para breve (tinha sido mãe há 3 meses) e disse-me para me vestir que me ia levar a Maternidade. Acabou de me arranjar o saco, e lá fomos nós.

 

Quando cheguei fui para o CTG e depois fazer o toque. A médica disse-me "o colo ja está apagado, já cá vai ficar! a bebe vai nascer!" e eu começo a chorar. Ainda faltava muito para o fim do tempo. A médica descansou-me então e disse-me para não me preocupar, que ia correr tudo bem, a bebe já era grande o suficiente, não havia motivo para preocupações.

 

E lá fui, vesti a bata, e fui para o piso. Comigo foram a minha amiga, a cunhada dela, e o meu filho!

 

Na enfermaria ainda nos rimos bastante, as dores ainda eram poucas, trouxeram-me o jantar , o meu filho subia e descia a cama.. enfim, uma animação.

 

Entretanto, o meu marido já vinha a caminho, e eu disse-lhes que fossem embora, tinham que ir trabalhar, e que deixassem o meu filho em casa do meu sogro.

 

Foi o que fizeram.

 

Eu aproveitei para beber um chá que me tinham trazido (ou seria leite?) e para ligar a algumas amigas e irmãos e pais a avisar!

 

O meu marido chegou, conversamos um bocado e de repente, veio uma contracção fortíssima, e as aguas rebentaram.

 

Eu gritei, o meu marido chamou a enfermeira, que me obsrevou , e mandou para a sala de partos. Eu aqui já estava cheia de dores , vieram de repente, muito , mas muito seguidas, e fartei-me de gemer. Eu bem tentei fazer a respiração da PPP, mas foi dificil...

 

Instalaram-me num quarto da sala de partos, todo modernaço, muito diferente do tempo do Zezito. A parteira era amorosa, ensinou o maridão a fazer me massagens nos rins , para aliviar as dores que eram horriveis, muito piores que do primeiro bebe.

 

A anestesta veio dar-me a epidural, que não pegou, as dores continuavam. Deram-me então petidina, que me aliviou muito.

 

Não me deram ocitocina, uma vez que era um parto prematuro.

 

E eu lá fiquei, com o maridão, a conversar, atender mil telefonemas, a conversar com a parteira... enfim à espera da Hora! Ela estava bem, o coração batia bem, a tensão estava  boa, enfim, tudo calmo.

 

 

 

 

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