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O meu profissionalismo e o dos outros

Depois do stress causado pelas falhas de terceiros de que falei aqui acabei eu a fazer o trabalho dos outros. Ou era isso e ter as coisas prontas para me poder dedicar à festa de anos da mais nova ou protelar e correr o risco de chegar ao dia da entrega dos projetos e andar a tapar buracos nas últimas horas.

 

E esta situação toda pôs-me a pensar numa coisa que um cliente me disse há tempos. Não há falta de trabalho mas sim falta de pessoas competentes. E efetivamente se há coisa para a qual esta crise serviu foi para separar o trigo do joio.  Quem continuou a procurar trabalho, se adaptou, se modernizou e sobretudo soube fidelizar clientes, consegue agora ver os frutos desse esforço. Quem se deixou andar... passou à história. Não é que eu seja o supra-sumo da arquitetura mas caramba! Sou organizada, elaboro planos para conseguir cumprir os timings e sobretudo, sou realista. Não vou dizer que sim a 20 clientes ao mesmo tempo porque depois não consigo dar resposta a todos. Há que saber distribuir o trabalho e não aceitar tudo à toa. Ainda esta semana disse a um cliente que só podia aceitar o trabalho se pegasse nele apenas para a semana. Sim, corro o risco de as pessoas irem bater a outra porta mas até hoje sempre correu bem e até acho que os clientes encaram essa advertência como sinónimo de seriedade e profissionalismo.

 

Eu começo agora a ter retorno de anos anteriores e espero continuar a aumentar a carteira de clientes. A construção também tem visto algumas melhorias em termos de aumento de trabalho e isso é promissor. Nota-se também que as pessoas têm mais dinheiro em mãos e que querem investir no imobiliário, seja para uso próprio ou para alugar. Fazem mais obras e também estão mais informados sobre o papel do arquiteto, muito mais que há uns anos atrás. Juntamente com o boom do turismo surgiu também a especulação e agora qualquer pessoa quer investir em alojamento local e afins. Onde isto vai parar não sei mas que é bom para os arquitetos é. Os problemas que vislumbro no futuro incidem sobretudo com a desertificação dos centros históricos, porque se agora há imenso movimento relacionado com o turismo, tal não é certo daqui a uma década. Ora se para alojamento turistico se aposta sobretudo em T0 e T1, passando a moda ficaremos com tipologias demasiado pequenas para chamar as famílias para o centro.

 

E se há coisa que os promotores imobiliários que apostam no turismo têm em comum é a pressa. Quando compram ou arrendam para investir, querem começar logo a rentabilizar e quando há lugar a projeto as coisas ainda demoram. E infelizmente, as burocracias são tantas que desencorajam até os mais audazes. Ora vejam este disparate de projetos relativos ao centro histórico do Porto terem de ir a Lisboa para serem apreciados. Onde anda o simplex? Curiosamente, passados uns dias da notícia lá vieram garantir que os projetos iam passar a ser apreciados no Porto mas sei de fonte segura que tal ainda não está em vigor nem se sabe quando estará. As coisas não andam para a frente e é uma frustração.

 

E chego agora ao início deste post. Os técnicos - arquiteta, equipe de engenharia e outros intervenientes - sabem que o cliente tem pressa e precisa de cumprir prazos para poder candidatar-se a financiamentos. A maior parte da equipa coordena-se mas uma parte continua a leste e demora semana e meia a dar informações necessárias às outras partes. Para cúmulo, quando envia a informação é às três pancadas e incompleta. É a gozar, só pode. A gozar com quem leva o trabalho a sério e a gozar com o cliente. Não compreendo este método de trabalho (?!) e nem sei onde vai parar.

 

A entrega dos projetos é na quarta, aguardam-se cenas de próximos episódios. Também têm destes empatas na vossa vida?

 

xoxo

cindy

 

Este nosso Porto

Nestes últimos dias, fruto do muito trabalho, tenho andado mais a pé por este nosso Porto. Mesmo ainda estando constipada, sabe-me bem este solinho e calor que apareceram para dar o ar de sua graça neste verão de S. Martinho. A cidade está pejada de turistas, seja fim de semana ou dia útil e é engraçado de ver o quanto eles apreciam esta cidade.

 

Finalmente parece que a reabilitação ligada ao turismo arrancou em força e espero ter ainda mais novidades neste campo! Têm sido dias de visita a muitos edifícios no centro histórico, verdadeiras pérolas de história e arquitetura, a maior parte em muito mau estado. De tal modo, que às vezes só com muito esforço se pode imaginar qualquer coisa de boa que venha ali a surgir. Felizmente não me falta imaginação!

 

11220824_10200960393608391_2665711047437266797_n.j12190973_10200963940897071_1882548709561460846_n.j 20151110_112017.jpg20151110_120717.jpg20151110_112036.jpgLinda a minha cidade!

 

xoxo

cindy

 

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